Baseada nas necessidades reais das empresas portuguesas — tipicamente com carteiras de fornecedores extensas e processos administrativos intensivos — o Grupo Manutan desenvolveu a metodologia Savin’side® para apoiar a otimização das compras indiretas (MRO, despesas gerais). Testada em centenas de clientes europeus, esta abordagem visa reduzir o Custo Total de Aquisição (TCO) e reforçar a competitividade de forma sustentável.
Em Portugal, o tecido empresarial é dominado por PME, o que tende a aumentar a fragmentação de fornecedores, o número de encomendas e a diversidade de artigos. O resultado são “custos ocultos” significativos (tempo administrativo, reconciliação de faturas, entregas dispersas) que fazem aumentar o TCO — por vezes mais do que o próprio preço unitário. Dado que as PME representam 99,9% das empresas, atuar nas compras indiretas é um dos poucos “alavancadores” transversais capazes de gerar poupanças rápidas sem afetar a produção.
Nota sobre TCO: Por TCO entende‑se o conjunto de custos de um produto/serviço ao longo do seu ciclo de vida, muito para além do preço de compra. Para aprofundar conceitos e exemplos práticos, veja o guia “Compreender o TCO (Custo Total de Aquisição)”.
Sem dados fiáveis e normalizados, não há otimização possível. Em Portugal, as empresas estão a acelerar a digitalização, mas de forma desigual: o comércio eletrónico já pesa mais no volume de negócios, mostrando espaço para estender automações ao P2P (catalogação, aprovação, receção, faturação) e integrar análises de consumo por site/utilizador.
Este esforço de dados deve considerar o contexto regulatório local. No setor público, a faturação eletrónica é obrigatória e assenta na norma europeia adaptada para Portugal (CIUS‑PT), com a infraestrutura FE‑AP/B2AP gerida pela eSPap. No setor privado, os PDFs continuam a ser aceites como faturas eletrónicas até 31 de dezembro de 2026, o que dá tempo às empresas para migrarem para formatos estruturados, assinaturas qualificadas e/ou EDI. Ao mesmo tempo, a AT exige QR Code e ATCUD nas faturas emitidas por software certificado — uma oportunidade para consolidar dados de compras e melhorar o reporting.
Se quer dar o próximo passo na digitalização do P2P, comece por alinhar processos com o e‑procurement (catálogos, punch‑out, integração ERP) e depois evolua para automações (workflows, reconciliação 3‑way match).
A Savin’side® combina análise de dados, princípios Lean e um quadro de execução ágil para identificar os melhores “alavancadores”, estimar poupanças e pilotar um plano de melhoria contínua. A experiência mostra seis eixos determinantes, que em Portugal ganham contornos particulares:
Ao ativar corretamente estes alavancadores, as empresas tendem a reduzir o TCO, ganhar eficiência (menos toques administrativos, menos ruturas, mais cumprimento de prazos) e reforçar a sua política de RSE/ESG. A combinação de dados de consumo, padronização de catálogos e P2P digital é particularmente eficaz em contextos com múltiplos estabelecimentos e equipas enxutas — a realidade de muitas PME portuguesas. Para aprofundar a vertente de processos, descarregue o “Livro Branco: Adotar o Lean Procurement” e ligue‑o ao seu plano de compras de classe C.